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Fado ao piano.
O renascer
da tradição
Mário Moita nasceu em 1971. Licenciou-se em engenharia na universidade de Évora. Começou a cantar fado aos 7 anos e, desde muito novo, adquiriu um gosto e um interesse particular por esse tipo de música. Para além disso, o facto de ter vivido em Reguengos de Monsaraz (terra do compositor Dr. Alberto Janes, o qual escreveu imensos fados para a Amália Rodrigues), proporcionou-lhe a convivência com o pianista Fortunato Murteira que tocava fado ao piano nas décadas de 40, 50 e 60, e que lhe deixou um valor incalculável em partituras da época. Recria, assim, uma tradição datada de 1870 quando o fado subiu aos salões para deleite da fidalguia (*), misturando raízes Alentejanas e técnica de canto lírico. O resultado é uma sonoridade romântica de fado ao piano com uma voz melodiosa trabalhada por um reportório lírico. Em Monsaraz apresentará o seu novo espectáculo que inclui três momentos distintos. Inicia-se com fado ao piano, de seguida, é acompanhado por guitarra portuguesa e uma viola de fado, e termina com cantares alentejanos enriquecidos por acordeão, cavaquinho e contrabaixo (Trovadores do Sul).
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